Hidroponia atrai cada vez mais agricultores

06.03.2018

 

             Produto final tem qualidade superior e maior valor agregado         

 

            A produção de hortalicas hidropônicas tem atraído os agricultores. O sistema que dispensa o uso do solo pode ser bem rentável. O produto final tem qualidade superior e alto valor agregado, mas é preciso avaliar custo e demanda antes de entrar nesse mercado. O preço para cultivar hortaliças sem o uso do solo pode variar de R$ 20,00 a R$ 120,00 o metro quadrado. O cálculo é do produtor especializado em hidroponia, Cleiton Brasílio, de Bragança Paulista, interior de São Paulo.

            Segundo ele, o investimento inicial é a única desvantagem do negócio. Porém, o retorno é rápido. A estufa se paga em até dois anos. A demanda por produtos hidropônicos tem aumentado. A qualidade e a higiene das hortaliças chamam a atenção dos consumidores – Como ele tá na bancada, não tem muito contato com pessoas, está num nível mais alto. Não tem contato com animais e na hora de colher não precisa lavar em outra água. Você já pode colher e embalar direto – diz.

            Folhosas como alface, rúcula ou cheiro verde se adaptam muito bem ao sistema. Em uma área de mil metros quadrados é possível cultivar 12 mil plantas. A mão-de-obra também é menor se comparada ao método tradicional. Uma única pessoa consegue cuidar de 10 mil plantas. O risco de pragas também é menor neste ambiente controlado.

            A rentabilidade talvez seja o maior atrativo deste sistema. O produtor consegue vender um pé de alface, por exemplo, pelo dobro do valor convencional ou até mais. E a outra vantagem é a quebra que é muito pequena – apenas 2% em média. Ou seja, em uma bancada com 300 plantas, apenas 6 não chegam ao mercado.

          Mas é preciso ficar alerta. A falta de energia pode comprometer o cultivo. As hortaliças podem ficar, no máximo, uma hora sem água. Outro detalhe importante é fazer a colheita sempre com a bomba em funcionamento. A raiz úmida aumenta a sobrevida do produto.

 

Fonte: Julio Prestes/Canal Rural

 

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